elefônica do crime 'Um equipamento, em formato de maleta, do Ministério
da Justiça quantificou o que, na Paraíba, tem se tornado rotina: apenas
entre os dias 17 e 28 de fevereiro deste ano, 940 celulares estavam
ativos, dentro de 15 unidades prisionais do Estado. Muitos desses
aparelhos são produtos de roubos, que, nas mãos de criminosos, servem
para coordenar o tráfico, ordenar mortes e até acessar redes sociais.
Somente na Capital, são prestadas três queixas de roubo de celulares,
por dia, número que pode estar bem aquém da realidade. O que muita gente
não sabe é que pode minimizar essa prática, bloqueando o aparelho com o
código de identificação do equipamento (Imei).
A arma para impedir a comunicação entre presidiários e criminosos que
estão fora das prisões é resultado da inovação tecnológica. A maleta
(GI-2) é infalível e precisa na identificação do número do aparelho e
do chip, os quais são normalmente escondidos em locais de difícil
acesso, em celas ocupadas por mais de 15 homens, cada. Contudo, o
equipamento não bloqueia e não é capaz de interceptar conversas (para
isso, há outros recursos).
De acordo com a assessoria de comunicação do Departamento Penitenciário
Nacional (Depen), uma vez identificadas as linhas, pode-se ir à cela e
recolher fisicamente o aparelho, solicitar o bloqueio ou, dependendo das
investigações em curso, esses equipamentos são mantidos sobre o
controle da polícia. Desde 2011, o GI-2 localizou cerca de 10 mil
celulares em uso dentro de presídios de oito Estados.
O Depen comprou a maleta em 2008 e, desde então, tem usado o aparelho
nos presídios federais e, se solicitado, em penitenciárias nos Estados,
como aconteceu na Bahia, Mato Grosso, Distrito Federal, Pernambuco,
Santa Catarina, Acre, São Paulo e na Paraíba. A maleta pode ser
adquirida pelo Governo do Estado e por juízes. Integrantes do Ministério
Público e policiais também podem solicitar os serviços. Atualmente é de
uso exclusivo do MJ, sendo operada por uma equipe técnica do Depen.
Ainda segundo o Depen, instaladas dentro ou nas imediações das unidades
prisionais, a maleta com o GI-2 monitorou os sinais emitidos pelas
ligações telefônicas nas 15 penitenciárias do Estado.
Fonte : portalcorreio
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